quarta-feira, 21 de julho de 2010

O taxista

Cheguei de ônibus em São Carlos e logo peguei um taxi. Joguei a minha mochila no banco de trás e sentei na frente. Quando eu disse que ia no hotel Ibis, o taxista com sotaque de italiano e um 's' mais pra fricativo que sibilante me perguntou se eu também ia participar do congresso. Depois de ouvir a resposta positiva, implicou:
 - Mas você está atrasaaada então, tudo mundo me disse que tinha que estar lá antes das 14:00, que tinha que pegá os negóóócio, mas de onde que tu tá vindo, menina?
- De Rondônia.
- Entóm tá descurpada. Vindo assim de longe, pode atrasar uma hora que nóm tem problema.
- Os hotéis já estão lotados?
- Mas tu num me fez riserva inda?
- Fiz, sim.
- Ah, bom. É, os hotel tão tudo cheio.
- O GEL está movimentando a cidade.
- É só trêis dia, né?
- É.
- E a coragem depois pra vortá pra Rondônia?
- Ééééééé.

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