segunda-feira, 22 de março de 2010

A presença da Morte

Amanhã sai o resultado sobre a seleção dos projetos de extensão na Unir. Ninno, Robson e eu submetemos um projeto de cineclube universitário. Queremos não apenas rodar filmes no espaço universitário, mas promover debates sobre os filmes assistidos, produzir resenhas e discutir temas nos quais os filmes são encaixados. Escolhemos 10 temas e para cada tema 4 filmes. O primeiro tema era justamente Eutanásia & Morte. Enquanto o cineclube universitário deLírio não é oficializado, seguimos com as atividades monitoradas pelos alunos Paulo e Guilherme.
Na quarta-feira passada, eu conduzi o debate sobre o último filme desse tema, Minha vida sem mim.


Ann é uma moça que descobre que tem um tumor e pouco tempo de vida. Elabora uma lista de coisas para fazer antes de morrer e decide não contar ao marido, às filhas, à mãe, ao novo amante, à vizinha, à colega e ao pai da morte anunciada. Poupá-los do sofrimento antecipado e das idas ao hospital é o presente que Ann dá às pessoas em sua volta.

No dia anterior, eu tinha lembrado de uma indicação de filme feita pela Olga e depois reiterada pela minha mãe. Só não lembrava direito se era 'Hanami' ou 'Hanabi'. Baixei os dois e o do Takeshi Kitano veio primeiro.

É um filme que envolve a yakuza (máfia japonesa), ex-policiais, uma esposa com uma enfermidade terminal e muitas mortes. Hana-bi: Fogos de artifício.

Na quinta-feira assisti, então, o filme que tinha sido indicado pela Olga e pela minha mãe: Hanami - Cerejeiras em flor.

A mulher idosa que acompanha o marido ao médico é chamada para uma conversa. Os médicos dizem que o marido dela tem poucos meses de vida e que talvez devessem aproveitar esse pouco tempo restante com alguma viagem ou aventura. Ela não revela ao marido idoso que ele está marcado pra morrer e urge para que façam viagens. Visitam os filhos em Berlim, o mar e de repente ela morre no hotel. Tinha faltado visitar o filho preferido que estava no Japão. O Japão sempre tinha sido a fascinação dela. Mas não deu tempo.

A morte dela traz o filho do Japão e leva o marido com esse filho de volta ao Japão. Lá, o marido enlutado entra em contato com todas as coisas que a falecida apreciava tanto. Lá no Japão o marido consegue se despedir da esposa e morrer em paz.

Na sexta-feira de manhã enterrei o Shaoran.

2 comentários:

Juliana disse...

Ah Lou a Tanatologia ou estudo sobre a morte é um mundo de mistério. Talvez pq na nossa cultura expressa a imortalidade irreal. Onde o processo de morte, do morrer e do luto é ainda pouco discutido.
O pessoal que estuda bioética tem textos interessantes sobre esses temas, com casos para discussão. Tem um portal da UFRGS. Já tanatologia tem um grupo na faculdade de medicina da USP com site. Oferecem cursos e tudo mais.
qq coisa que precisar.

Mônica disse...

Lou, não sei se vc acredita, mas diz a crença popular que os animais, e principalmente os gatos, atraem as energias negativas que nos rodeiam para si, transformando essa energia. Contudo, quando essa energia negativa é muito forte, o animal pode sofrer com doenças ou até morrer.

Será que vc não está atraindo olhares invejosos com suas atividades? Que tal benzer a casa? Acender uma vela? Sei lá... fazer alguma coisa para expulsar a energia negativa que te cerca e atrair energia positiva.