quinta-feira, 11 de março de 2010

Cine velharia

Andei correndo atrás do tempo perdido e dos filmes não vistos. Veja o que a equipe do cineclube fez comigo: despertou-me para o gênero cine velharia.
Papillon é de 1973 e muito massa. Meus amigos Ninno e Robson arquitetam, assim como Louis Dega e Papillon, um plano de fuga desde o momento em que chegaram na Amazônia.
Metropolis, do Fritz Lang, é de 1927, quando o cinema ainda era mudo. Nossa, que genial. O final é bem patético, mas o começo é impressionante. O tema principal é a relação entre homem e máquina (os operários/ a Maria-robô) e a cidade vazia de gente, mas cheia de máquinas.
Eu lembrava de Mad Max, do Mel Gibson e da Tina Turner cantando djubi djubi, mas não lembrava da trama. São 3 filmes, sendo que o primeiro foi lançado em 1979. Vi um por noite. O primeiro é horrível. Atuação péssima do Mel Gibson, só ronco de motores, estrada, loucura e perseguição. Asqueroso. O segundo é, no mínimo, interessante. Mais bem produzido, usando alguns artifícios próprios da linguagem cinematográfica, salta da estrada para o cenário geral de um mundo desértico em que o que vale é a gasolina (e não a água, a vegetação ou a vida em geral). O terceiro tem trilha sonora bem presente, Tina Turner, reencontros, mas um final besta. Não gostei de nenhum deles, mas isso não importa.
Lawrence da Arábia, de 1962, é a prova cabal de que ver o filme na tela do cinema é muito melhor que vê-lo na tela do computador. Sentada no sofá da sala, sofri muito por não conseguir entrar lá, no deserto imenso.

4 comentários:

Silvio Tambara disse...

Eu assisti Lawrence no mesmo final de semana que assisti o primeiro do senhor dos anéis. Dois filmes intermináveis. Foi incrível o contraste entre a calma das imagens naturais, nos tons calmos do deserto, com a poluição nojenta dos efeitos especiais digitais.

Lawrence da Arábia destruiu o conceito que eu tinha na cabeça sobre efeitos visuais.

¨Who are youuuuu?¨

...

iglou disse...

É, essa coisa de ir a campo e filmar lá, na cena (e não no estúdio, contra uma tela verde) faz toda a diferença.

Silvio, tenho quase certeza que não nos conhecemos em nenhuma bicicletada.

Mônica disse...

Eu amoooo Lawrence da Arábia. Adoro a história, as interpretações e os ângulos. Duas cenas me deixam maravilhada:

A primeira, quando eles finalmente conquistam Ácaba. A segunda, quando Lawrence desfila sobre o trem.

E a frase do príncipe Faissal, para o general, no final do filme, é ótima!

bill disse...

haahahahah

Viva Papilon