quinta-feira, 25 de março de 2010

Chuvas de março


No dia 14 de março, um domingo, choveu forte. Foi mais uma daquelas chuvas tenebrosas que começam de noite, arrancam telha do lugar, inundam a casa dos meus ex-vizinhos na Rua Venezuela em poucos minutos e custam a passar. Ouvi relatos de pessoas que estavam na rua durante a chuva forte, vendo carros sendo abandonados em ruas que tinham se transformado em rios. Uma colega disse que, vendo aquele aguaceiro todo na cidade, lembrou dos meus relatos de casa alagada.

Aqui em casa, tivemos uma goteira - bem em cima da minha impressora. Percebi a tempo, porque eu sou noiada com chuvas torrenciais e fiquei checando todos os cômodos durante todo o temporal. Lembro que os gatos tinham ficado agitados: era a primeira grande chuva deles em que a casa não fica debaixo d'água.

Anteontem o seu Antônio subiu no telhado, levando consigo as 20 telhas que eu tinha comprado. Foi jogando telha quebrada lá de cima que foi uma barulheira só. Não contei as telhas espatifadas no chão, mas me dei conta que deveria ter comprado 100 telhas. Quando, depois de três horas, o seu Antônio ainda tava no telhado, resolvi conversar com ele. Ele explicou que tava trocando as do beiral pelas do meio e que trocar telha era que nem coceira: quanto mais coça, mais dá vontade de coçar.

Ontem de madrugada caiu outra dessas chuvas. Não dormi direito a partir das 3:00 da manhã. Levantava, andava pela casa, ligava as luzes e procurava goteiras. Akari vinha miar quando eu tinha encostado a cabeça no travesseiro. Quando a chuva parou, às 8:00, tive certeza da qualidade do trabalho do seu Antônio: nenhuma goteira.

3 comentários:

Mônica disse...

Que bom, Lou.

Guarda o telefone desse "seu" Antônio. Gente que sabe colocar bem as telhas é difícil.

E vc e a Akari? Já se sentem melhor?

iglou disse...

Estamos bem.

Fiz um novo brinquedinho pra Akari e me divirto bastante com ela.
Lembra quando ela morava na tua casa e corria pela casa, que eu até achei que ela tava treinando pras Olimpíadas? Tava assim hoje.

Mônica disse...

Que bom, Lou, que as coisas começam a ficar normais.