segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Dirigir em PVH

Minha mãe acha que devo comprar um carro porque é mais seguro. Esses dias em que chove muito, ando dirigindo o carro da Miyuki por aí. Nesses dias, tenho passado raiva e medo atrás do volante.

Está chovendo agora e acabo de chegar na Unir. Vim devagarzinho, sempre alerta, porque desconfio que a pista foi projetada por um Zé Roela que fez o serviço e depois saiu correndo daqui. E não é que passei por um caminhão acidentado? Na reta, o caminhão virou e se desmembrou. A carga, que estava num tanque, explodiu de um lado e a cabine do motorista se enfiou na mureta que divide as duas pistas.

Não sei como essas coisas acontecem. Não sei se o motorista sobreviveu.

Na cidade, cada um dirige no espaço que lhe convir, no tempo que lhe for conveniente. Impressionante como os motoristas aqui não têm senso de coletivo. Muitos devem ter aprendido a dirigir trator e simplesmente transferiram suas habilidades para o carro, mesmo depois que a carteira de motorista venceu.

Outro fator que desperta pensamentos malignos em mim são os faróis. Eles têm tempos impossíveis: de carro, não dá tempo de andar mais de uma quadra por vez na Av. Carlos Gomes.

Tenho cá pra mim que os engenheiros de tráfego que fizeram o planejamento viário e a sinalização dessa cidade pegaram malária e passaram muito calor aqui. Pra se vingar, fizeram as coisas desse jeito e deram no pé.

Quando chove muito de uma vez, ter carro não alivia; só complica as coisas. Porque não pode entrar água no carro, não pode acabar a gasolina (nem sei se tem álcool aqui), não dá pra ver muita coisa através do véu de chuva e o ar condicionado que desembaça o vidro congela a pele molhada.

Na BR, que já não convida pra altas velocidades porque tem uns planos inclinados ao contrário do que deveria ser, sou ultrapassada por dementes. Doidos são tanto aqueles que me ultrapassam em velocidades imprudentes como aqueles que acham que conseguem me passar a 2 m da barreira humana (a BR está em obras, e muitas vezes tem um peão com uma bandeira na linha de fogo). Uns têm problema no pé, outros nos olhos.

De bicicleta eu não passo tanta raiva nem tanto medo da incompetência alheia. Não sei qual é o meio de transporte mais seguro, mas garanto que o carro não me faz muito bem.

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