segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Rotatórias

O meu caminho para a Unir passa por duas rotatórias: a do Roque, que dá acesso à BR 364 sentido Cuiabá, e a da Eletronorte, que dá acesso direto à BR 364 sentido Acre. Ambas são um nó no trânsito. As pessoas chegam nela, param e olham. A fila de carros parados na esquerda é impressionante. Quando o cidadão chega na boca da bola, mete o veículo na roda a qualquer hora e ouve buzinadas iradas.

As duas rotatórias estão em obras. Na do Roque estão construindo uma elevação, que vai ser tipo uma ponte. A BR será levantada, mas a dinâmica da rotatória não mudou. Na da Embratel procederam de maneira diferente. Cortaram a rotatória no meio, e agora a Campos Sales atravessa a rotatória. A BR continua fazendo a bola. Alguns dizem que a BR vai passar por baixo, outros afirmam que vai passar por cima. Mas como havia bifurcações e confusão demais, colocaram faróis na rotatória cortada. E o farol é de 4 tempos, como todos os semáforos em cruzamentos de avenidas com vias de dois sentidos nessa cidade. A sinaleira não é sinal automático de civilidade, porque os motoristas que detestam esperar ocupam o acostamento enquanto a luz não fica verde.

As duas rotatórias são espaços de interação humana. Ali coexistem motoristas, ciclistas, pedestres, peões de obra, guardinhas de trânsito. Na rotatória da Embratel tem ainda o ponto de ônibus, por onde passa o ônibus que vai pra Unir. Às vezes reconheço alunos esperando lá no banco do bar que fechou faz um mês - mas continua funcionando como ponto de ônibus. Hoje, um cara apontou uma câmera fotográfica pra mim, enquanto eu passava de bicicleta. Não sei se vou sair no jornal ou se estão planejando o roubo da Amarilda.

Um comentário:

Leonardo disse...

mulher andando de bicicleta... se eu já olham estranho imagina você (o mundo é machista :/

tá ficando famósa