quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quitação eleitoral

Um dos documentos exigidos do candidato aprovado em concurso para que ele seja nomeado (não fui chamada ainda, mas achei bom já adiantar a minha parte) é a certidão de quitação eleitoral. Se você está quites com a Justiça Eleitoral, dá pra gerar essa certidão pela Internet e imprimir em casa. Se, por outro lado, não der pra gerar a certidão pela Internet, então é porque você tem pendências com a Justiça Eleitoral.

Eu nunca me preocupei com o que poderia acontecer se eu não votasse numa eleição. Ouvi dizer que se eu não votasse, seria barrada quando quisesse sair do país. Como eu tenho dois passaportes e entro no país com um e saio com outro, nunca tiveram muito controle sobre minhas andanças, nem nunca me barraram.

Mas eu não consegui a certidão de quitação pela Internet. Fui lá na Justiça Eleitoral da minha zona eleitoral, que funciona das 12:00 às 18:00. Não tinha fila, as funcionárias pareciam simpáticas e eficientes. Dei o meu título pra moça no balcão e, antes que eu tivesse terminado de explicar que eu não sabia se tinha perdido alguma eleição porque estava fora do país, ela já me informou que eu tinha perdido a eleição de 2006. Sim, faz sentido. Fui pra Holanda em setembro de 2006 e as eleições costumam ser em outubro. E agora, o que eu faço? Paga uma multa. Quanto? R$ 3,51, mas não é aqui, é na Casa Lotérica ali do lado. Depois volta aqui e retira a certidão de quitação.

Todo o processo demorou 20 minutos no máximo. Saí de lá me perguntando por que insistem em obrigar os brasileiros a votar ou justificar o voto em dia de eleição. Deve ser para criar e manter um certo sentimento patriótico. Me pergunto por que os brasileiros se dão o trabalho de se deslocar de suas cidades para votar ou por que enfrentam filas pra votar ou justificar, se a multa por não votar é tão baixa. Deve ser falta de informação.

Um comentário:

Anônimo disse...

Deixei de votar em 2002 e como estava sem o documento tive que justificar depois, foi quando descobri o valor do meu voto.
Desde então aproveito dia de eleição pra resolver outras coisas, já que considero que todos os dias sem exceção tomo atitudes muito mais politicamente corretas, ou nem tanto, do que só de dois em dois anos.
O defeito mais grave do que a pseudobrigatoriedade é que são dois turnos. E muita gente vota para o segundo turno acontecer.
Depois tem que digerir pastel de queijo a mastigar um de carne, sendo que na real a fome era de uma maça.