quarta-feira, 27 de maio de 2009

Slick & slide: aprendendo

O pneu de cravos tava ressecado mesmo, pedindo pra ser trocado. Um espinho que se enfiou no pneu e furou a câmara foi a oportunidade pra botar um par de pneus slick (com faixas amarelas) na Amarilda. Agora ela tá altamente amarela.

No primeiro dia, pedalei feliz e contente pro trabalho. A bicicleta estava mais leve, como se eu estivesse pedalando numa marcha abaixo do que estava de fato. O pneu é mais fino que o cravejado, então tomei mais cuidado ao passar por cima das grades que tapam as valas pra escoamento de água dentro da garagem.

No segundo dia saí de casa toda faceira. Tinha chovido de noite e o chão estava molhado. Quando fui fazer a curva pra sair da Espraiada e entrar na Nova York tomei um chão que barbaridade, fui parar de costas no chão e não vi o chão chegar. Não entendo os movimentos que aconteceram ali. Ralei a mão direita, o bolso direto da calça e o joelho direito, mas tenho também um roxo na batata da perna esquerda e terminei com as costas no chão. Enfim. Ninguém veio conversar comigo, ver se estou bem, mas todos pararam. Tirei a bicicleta do chão, recolhi um negocinho que mais tarde se revelou ser a tampinha do bar-end e me instalei na calçada pra sentir as juntas e verificar a bicicleta. Não estava sangrando, mas a roupa estava suja. Nada, além da tampinha do bar-end, se desprendeu da bicicleta e o alforje protegeu o câmbio traseiro.

No mesmo dia, de noite, passei naquela mesma esquina numa velocidade bem tiazinha. O meu joelho estava inchado e doía quando era dobrado. Mas é com os erros que a gente aprende.

No terceiro dia, que coincide com o dia de hoje, choveu. Mudei os livros da mochila pro alforje à prova d´água, tirei a capa de chuva (um poncho, na verdade) do armário e lembrei que pneu slick escorrega. Usei os freios mais que normalmente, fui com calma e cheguei tranqüila no subsolo2. Pendurei a capa no bicicletário mesmo, porque eu apostava que ninguém além de mim viria pro trabalho de bike em dia de chuva. Ganhei a aposta. Lá na Samsung dei aula descalça. Próxima vez que chover levo um par de meias secas e um par de tênis no alforje. Outra coisa que aprendi.

A chuva de hoje e a consciência de que o pneu slick não segura a onda na curva como o pneu cravejado me fizeram pensar na velocidade em que eu costumo trafegar de bicicleta. Por motivos de força maior estou aprendendo a pedalar devagar.

4 comentários:

bobmacjack disse...

Que susto! Que bom que não houve maior dano. Ando há um bom tempo com pneus slick. Acho que por excesso de zelo no começo pra me adaptar acabei pegando o jeito e nunca tive problemas. Já caí, claro, mas por outros motivos (um mais besta que o outro).

Sobre pedalar na chuva, recentemente me foi dada uma dica sobre o calçado: prosaicos chinelos! São mais leves e menos volumosos pra carregar, e já que tem que pedalar mais devagar com o piso molhado... Confesso que ainda não tive a oportunidade de usar essa dica.

iglou disse...

Chinelo! Pena que o meu pedal é pequeno (por causa do clip). Mesmo assim, o chinelo vai no pé e as meias e o tênis vão no alforje.

Anônimo disse...

De chinelo!? Vai fundo.
Ele te dá uma super proteção, seu dedo mínimo vai adorar ser raspado no chão numa dessas...
Se liga baby, com algumas best tips que ouvimos por aí, pode-se entrar em danger a qualquer momento.
Pedal clipeless, o clip é onosso vulgo firma pé.
Normal , por aqui até guidão aerodinâmico virou clip...
É que lá fora quando os tripatéta tão no aero bar eles dizem clip in.
Essa vc me explica mió , pois nem português eu sei direito.
Kiss.

bobmacjack disse...

Acho que ganhei um fã! :P