quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mama, Mama, eine Kuh!

Lá de onde eu venho as pessoas falam português misturado com alemão e não se dão ao trabalho de dar nomes pras coisas nas duas línguas. Assim, esta flor, que perfuma os ares de Barão Geraldo, chama-se Mimose em alemão. Em português eu não sei como se chama, mas poderia ser Mimosa. Se for esse o nome da flor, então automaticamente desperta no imaginário o nome mais prototípico das vacas. Cachorros se chamam Rex, cavalos se chamam Faísca e vacas se chamam Mimosa.

Através dessa associação eu explico a estória que me vem à mente quando vejo a flor:

Muito tempo atrás, provavelmente em 2005, eu estava na Alemanha, visitando os meus pais por 3 meses. Na verdade a casa deles era o meu ponto de referência: eu viajava pra outras cidades, visitava amigos dispersos no mundo e voltava pra casa deles. Minha mãe tinha um celular, e fazia questão que eu levasse o aparelho comigo, pra poder me acompanhar nessas viagens. Eu nunca tinha segurado um celular na mão, não sabia como aquilo funcionava, tive que pedir ajuda para passantes na rua, e desenvolvi a ambição de entender a lógica desta coisa chamada celular. Descobri como mudar o toque do telefone.

Eu estava no trem e eis que toca o telefone: uma vaca mugindo. Uma vaca mugindo com o final do mugido despencando pra tons agudos. As crianças no trem, numa só voz, exclamaram, sobressaltadas:

Mama, Mama, eine Kuh!

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